Memoria

E hoje eu sei que a verdadeira desculpa 

foi oque jamais ousou falar,

e o tempo tumultua

as palavras dentro da minha cabeça,

e a multidão não me ouve gritar

os dias escurecem as as noites

nem se quer existem mais,

o vento que sopra é tão frio

quanto o sentimento que restou

e você não vai voltar, nem se quer aceitar que errou

em deixar de viver

os sonhos e os vagalumes

as estrelas cadentes e os pedidos

não são o suficiente

pra trazer sua presença,

morreu sem saber

cansou de aprender da maneira mais dolorosa

e deixou de viver, 

sem si quer ninguém perceber,

o paraíso

sempre foi na verdade os dias de sol

em que você colocava os óculos,

e brincava de esconder seus olhos azuis,

 

Mais as virgulas foram aparecendo

e aos poucos se tornaram em pontos finais. 

e querer estar contigo já não mais era a palavra exata 

a se usar

e é claro

que oque restou foi solidão,

 

 

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Uma resposta to “Memoria”

  1. Gabriella Moreira Says:

    Você escreve como se conhecesse minha história… Tudo, do começo ao fim… Tem tudo a ver com o que estou passando neste momento e parece muito com a pessoa que eu gosto – e é um amor não correspondido, claro, como a todos os poetas! hahaha. Os olhos azuis, os óculos, o Paraíso, a dor, os astros, os sonhos…
    Por Deus, nunca deixe de escrever!

    Curtir

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